domingo, 12 de agosto de 2007

Talvez...

• talvez quando você pensar em me querer
eu já tenha conseguido quem me queira.
• talvez um dia você queira meu amor e eu já
tenha transformado meu amor em amizade.
• talvez quando seus olhos sentirem a falta de uma luz
e você quiser me ver eu ja tenha ido embora para sempre.
• talvez se um dia você estiver sofrendo por um
amor não correspondido, console-se porque ontem
eu também sofri por um amor assim.

domingo, 1 de julho de 2007

A unica certeza q eu tenho é que eu não posso ter certeza de porra nenhuma...
Eu fico angustiada quando tentam me colocar em algum estereótipo, porque não é verdade. Ninguém é sensível e ninguém é bruto o tempo todo, a construção da personalidade é feita de vários momentos. E eu não posso me afirmar em nada, tenho muito mais comflitos que certezas.







Ainda da tempo de se arrepender?

domingo, 17 de junho de 2007

Eu adoro me render.

Hoje foi o meu domingo. Passei o dia de camisa de flanela bem feia, descabelada e de óculos, andando de chinelos flip-flop-flip-flop e fazendo a minha mãe perguntar se eu não ia colocar umas calças pelo amor de Deus.

É bom ser solteira e não ter que dizer nada a ninguém. Demorei um pouco a me acostumar com a parte de ficar sozinha, porque sou daquelas que gosta de ficar enroscada. Algumas pessoas deviam se desmaterializar depois do sexo - ou antes, em alguns casos, infelizmente não muito raros. Pra falar a verdade, só uma vez eu fiquei feliz em acordar do lado de alguém. Ainda fico, apesar das costas doerem.

Homens, homens. É tão difícil eu me interessar por alguém de verdade. Não era assim, eu costumava me apaixonar por detalhes, mas acho que o tempo me fez virar uma chata exigente. Tenho um ideal de homem e pouca gente se aproxima dele. Porque afinal de contas, ideais são pura teoria.

Eu queria um homem passional e inteligente. Que me equilibrasse mas me deixasse louca. Que escrevesse - não que fosse escritor, por favor. Que simplesmente escrevesse coisas que me fizessem fazer aquela cara que eu faço quando me acertam os botões. Eu queria um homem inteligente e que não achasse que eu reclamo demais, apesar de eu reclamar de tudo. Eu praticamente me comunico através de reclamações. Mas é assim que é. Eu queria um homem que gostasse de música boa, que não tivesse medo de se jogar de uma ponte de mãos dadas comigo e que gostasse do meu cachorro como um pai. Eu queria um homem que entendesse que eu uso 50 cosméticos para cada parte do corpo e não achasse isso frescura, e que entendesse que eu preciso ficar sozinha e não fosse grudento, mas fosse um pouco obsessivo, porque isso me faz sentir importante e normal, porque eu sou um pouco obsessiva. Que não fosse junkie, e que bebesse bastante mas conseguisse ficar sem beber bastante. Que me achasse linda e me dissesse que meu nariz é lindo, mas não se importasse com o fato de que ele vai mudar. Que gostasse de cães e me trouxesse café na cama às vezes. E não achasse que eu sou mãe dele, nem tentasse ser meu pai. Que conseguisse ficar horas simplesmente falando e escutando, e que escutasse de verdade que nem eu escuto, e que conseguisse falar dele sem ser chato. Que me sacasse de cara em vez de me julgar pra depois me conhecer. Que soubesse bater e acariciar. Que calasse a minha boca. Que não me mandasse pensar menos. Que tivesse aqueles olhos.

Eu queria um monte de coisas. Teoria.
Malditos instintos, eles sempre acabam mandando em tudo. E eu me rendo. Sempre. Posso fingir que não, levantar a sobrancelha e virar pro lado com cara de blasé, mas eu me rendo.

Eu adoro me render.

domingo, 3 de junho de 2007

O mais difícil que há no início de uma relação é a obrigação em que ambas as partes se sentem de fingir serem mais dinâmicas, divertidas, sem sono e cheias de assunto do que realmente são. Quem nunca passou a noite de sexta tentando acompanhar o bate-estacas de alguma boate pretensiosamente maquiada de casual, cercado de pessoas que não lhe diziam o menor respeito e pagando três vezes o que valeria uma tulipa de chope ou uma boa dose de uísque não viveu quase nada...

O mais difícil que há no fim de uma relação é a certeza de que você precisa mudar drasticamente sua forma de lidar consigo, com seus sentimentos, com suas prioridades e com o sexo oposto. Lidar com tudo logo. Acabou, não deu certo? Tudo precisa ser revisto. Se você continuar a ser aquela, fatalmente vai passar por novas desilusões, até que um dia vai estar doída demais até para paquerar na fila do banco. É angustiante.

O mais difícil que há depois do fim de uma relação é descobrir que ele arranjou uma guria parecida com o que você era quando tudo começou.
É aí que você se enche de confiança, volta a ser mais você e acaba passando da conta de novo, agora com outra pessoa.

domingo, 13 de maio de 2007

Sou boa até que fique ruim,
Fiel até que traia,
Sincera até que minta,
Confiável até que deixe de ser..
Posso ser a melhor, ou a pior pessoa que vc ja conheceu..
Só depende de você ....