O mais difícil que há no início de uma relação é a obrigação em que ambas as partes se sentem de fingir serem mais dinâmicas, divertidas, sem sono e cheias de assunto do que realmente são. Quem nunca passou a noite de sexta tentando acompanhar o bate-estacas de alguma boate pretensiosamente maquiada de casual, cercado de pessoas que não lhe diziam o menor respeito e pagando três vezes o que valeria uma tulipa de chope ou uma boa dose de uísque não viveu quase nada...
O mais difícil que há no fim de uma relação é a certeza de que você precisa mudar drasticamente sua forma de lidar consigo, com seus sentimentos, com suas prioridades e com o sexo oposto. Lidar com tudo logo. Acabou, não deu certo? Tudo precisa ser revisto. Se você continuar a ser aquela, fatalmente vai passar por novas desilusões, até que um dia vai estar doída demais até para paquerar na fila do banco. É angustiante.
O mais difícil que há depois do fim de uma relação é descobrir que ele arranjou uma guria parecida com o que você era quando tudo começou.
É aí que você se enche de confiança, volta a ser mais você e acaba passando da conta de novo, agora com outra pessoa.