domingo, 27 de setembro de 2009

Puro Plágio

"Se minhas músicas representam o estado da minha alma, até isso é verdade.
Vivo-as todas as vezes que as interpreto.
Se sou excessivamente romântica, não vejo desdouro nenhum nessa afirmativa. A vida sem amor é uma queda no vácuo."

Maysa Monjardim

domingo, 31 de maio de 2009

o amor comeu...

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

[in Os Três Mal-Amados, João Cabral de Melo Neto]

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A mais linda ilusão dura um segundo,
......................................e dura a vida inteira a saudade....

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!

Estamos no último dia do ano de 2008... e depois

da meia-noite, virá o Ano Novo...

O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...

Ainda seremos os mesmos.

Ainda teremos os mesmos amigos.

Alguns o mesmo emprego.

O mesmo parceiro.

As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).

Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.

Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...

A diferença é sutil, só não é imperceptível porque quando o relógio nos

avisar que é meia-noite, do dia 01 de janeiro de 2009, teremos um ano

in-tei-ri-nho pela frente!

Um ano novinho em folha!

Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.

Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem

ou fé...

Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...

365 dias para fazermos aquilo que quisermos...

Ou para deixarmos que façam o que quiserem conosco...

Sempre há uma escolha...

E, exatamente por isso, eu desejo que os meus amigos façam as melhores

escolhas que puderem.

Desejo que sorriam o máximo que puderem.

Cantem aquilo e dancem como quiserem.


Beijem muito!!!

Amem mais!!!

Abracem bem apertado.

Durmam com os anjos.

Sejam protegidos por eles.

Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.

Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.

E ninguém pode ou deve questioná-las.

Eu gostaria de agradecer aos amigos que eu tenho.

Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.

Aos que eu fiz este ano.

Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.

Aos que eu escrevo muito e falo pouco.

Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.

Aos que moram perto e eu vejo sempre.

Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.

Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco

perdidos

Aos que ganham e perdem.

Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.

Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que existe

algo de divino neste mundo.

Porque ninguém seria um anjo na vida de outra pessoa, se não tivesse uma

centelha divina dentro de si.

Obrigado por fazer parte da minha história!!!

Espero que 2009 seja um ano feliz, amoroso e próspero para todos vocês!!!

Um abraço bem grande e um Feliz Ano Novo repleto de grandes realizações!!!

sábado, 20 de dezembro de 2008




















Quanto mais você sabe quem é e o que quer, menos deixa que as coisas a pertubem.