terça-feira, 25 de maio de 2010

O mundo é um moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

Cartola

sábado, 3 de abril de 2010

Exagerada.

‘Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!’

Clarice Lispector

terça-feira, 16 de março de 2010

Ninguém é o mesmo para sempre.

"(...) Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. (...)"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Cada dia que passa mais me convenço e mais estou disposto a esperar por alguém que espera por mim. Não adianta buscar quem a gente quer, porque a vida vai se encarregando de nos trazer quem nos merece"

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ano Novo

A ladainha se repete anualmente: listas de desejos para o ano que começa. Só que, em tese, nada muda, já que, de acordo com o calendário que nos rege, o 1º de janeiro não faz mais do que se seguir ao 31 de dezembro.
Mas vamos lá.

Que em 2010 sejamos mais sorridentes e menos carrancudos, mais livres e menos sistemáticos, mais solidários e menos hedonistas. Que dancemos mais e passemos menos tempo sentados na frente do computador. Que encontremos menos crianças pedindo dinheiro nos sinais, menos crianças sentindo fome, me­nos velhos morrendo solitários e desamparados. Que a hipocrisia saia de moda, que a covardia seja enterrada, que a caretice diga adeus e vá embora. Que possamos rir mais, gargalhar mais, chorar mais. Que aceitemos o sofrimento como parte de nós mesmos, sabendo que ele é inevitável e belo porque representa a vida, que os políticos corrupitos sejam finalmente presos, que o objetivo do futebol volte a ser fazer um gol e não simplesmente deixar de sofrê-lo.
Que viajemos mais, que empaquemos menos, que nos apaixonemos mais, que odiemos menos. Que aqueles que falam a verdade não sejam processados e punidos, que padres deixem de abusar de menores. Que consigamos dizer “eu te amo” mais vezes, que aprendamos a pedir perdão, que não adiemos mais aquela palavra de carinho, aquele gesto, aquele olhar.
Que questionemos mais. Que nosso presidente perceba que educação é tão importante quanto comida. Que entendamos que a felicidade não é um destino. Que tenhamos menos medos, que escutemos mais músicas, compremos mais flores, derrubemos menos árvores, desperdicemos menos água...