segunda-feira, 16 de junho de 2008

Minha filosofia

Casuarina

Vai passar
Esse meu mal estar
Esse nó na garganta

Deixe estar...
O próprio tempo dirá
Água demais mata a planta

Tudo que é muito, é demais
Peço: me perdoe a redundância
Entrelinhas só quero lembrar
Que a terra fértil um dia se cansa
É uma questão de esperar
Relógio que atrasa não adianta
E o remédio que cura
Também pode matar
Como água demais mata a planta


Mentiria se dissesse que não sinto falta...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Promise only what you can deliver

sábado, 15 de março de 2008

Puro Plágio.

"Então, quando você me beijar,
vai sentir o gosto da minha escrita, pois a fim de nunca esquecê-las eu trago todas as minhas palavras na ponta da língua."

Rita Apoena

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O final nem sempre é o fim...

Sou filha única, amo meu namorado e pela primeira vez gosto de estar apaixonada. Adoro falar no telefone. Não acredito em lugares bons, mas em boas companhias.
Sou mais 80 do que 8 mas procuro meu equilíbrio (ainda não consegui achar, mas continuo tentando). Falo as coisas na lata sem pensar e isso não é bom, mas eu gosto de ser assim, porém penso muito antes de fazer as coisas. Sei disfarçar perfeitamente, apesar disso não funcionar com o Alex.
Se gostei vc irá saber, esse não gostei também. Falo muito, reclamo muito, mas escuto mais ainda. Sou uma loucamente apaixonada por música. Nasci embriagada e por isso cansei de responder que não: "não, eu não estou bêbada". Não acho tudo natural. Para relaxar eu grito, choro, canto, ouço música, converso e não guardo magoas. Todas as parciais me favorecem. Não uso drogas e não fumo. São poucas as pessoas que eu me importo com a opinião. Elogio em publico e critico em particular. Acho que as pessoas procuram a felicidade mas não sabem o que ela realmente significa. Sou fiel. Admiro as coisas pequenas da vida. Não acredito em palavras, acredito em atitudes, olhares, demonstrações e detalhes. Pequenos sinais das pessoas nos dão provas suficientes pra descobrir quem elas realmente são, mas na maioria das vezes elas não são quem você pensa, e nem quem elas mesmas pensam que são. Tenho medo de muitas coisas. Muitas pessoas passam pela minha vida mas pouquíssimas eu faço questão que permaneçam. Dou o valor que as coisas realmente merecem, nem mais, nem menos. Hoje eu me declaro sinceramente indiferente a tudo que me incomodava. Muitos dizem que eu deveria ter feito psicologia. Odeio ficar sozinha, mas a solidão me faz pensar, relaxar e planejar. Amo minha Família. Creio que o final nem sempre é o fim. Parei de tentar entender a vida e passei a vivê-la intensamente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

RETROPERSPECTIVAS

[01] Este ano não fui a Cuba.
[02] Não conheci Paraty.
[03] Não visitei Minas Gerais.
[04] Este ano não escrevi meu livro.
[05] Não terminei aquele conto.
[06] Não fiz nenhum poema.
[07] Este ano não li todos os livros que queria.
[08] Não troquei a cor do meu cabelo.
[09] Este ano eu estive muito ocupada.
[10] Este ano a gente não foi adiante.
[11] Não fiz amor no elevador.
[12] Este ano não mudei de endereço.
[13] Esse ano tomei sol em Copacabana.
[14] Disse "Eu te amo".
[15] Dançei.
[16] Esse ano trabalhei.
[17] Sofri.
[18] Chorei.
[19] Fiz uma tatuagem.
[20] Me apaixonei....

Prometo melhorar ano que vém.

“Quem teve a idéia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ANO,
foi um indivíduo genial,
industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui por diante vai ser diferente.“


Carlos Drummond de Andrade