segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Puro plágio

"Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Últimos segundos

Não deixe quebrar, não deixe romper, não deixe virar apenas uma história envelhecida e esquecida como qualquer contrato sem alma. Corra e cole os pedaços, corra e segure meus pés no chão. Por favor, não espere uma mensagem, um pedido... uma próxima oportunidade, e a minha cara assustada perdida na sua ausência.
Venha logo, traga de volta a minha certeza, não deixe, por favor, não deixe. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade.
Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida.
Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento. Por favor, me roube, não deixe, não se esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam e reparam tristes nos outros.
Outro dia ouvi uma música e lembrei o tanto que eu te amava, o tanto que ainda te amo. Eu lembrei que enxergar sem pretensões você dormindo, com sua testa enrrugada fazendo bochechas de criança na sua cara feliz, é a visão do paraíso pra mim.
Eu preciso de força, eu preciso de ajuda, eu preciso que você me lembre de que eu não preciso de mais nada, que mais nada é tão perfeito e que podemos ser um casal imbatível.
Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo. Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto.
Venha agora, não espere a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.
Tudo o que eu quero é que você perceba, que por alguma razão, que quando a gente se afasta a dor é maior do que todo mundo. Não precisamos disso, somos melhor juntos do que qualquer outra coisa.
Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo.
Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo.
Me coma na cozinha, quebre a mesa, faça um escândalo, qualquer coisa para tirar esse ar de velório. Eu ainda quero viver para você.
Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nada passa...

Eu tô bem. Eu tô bem, era assim mesmo que tinha q ser, era inevitável. Engraçado porque no começo eu era inevitável, e agora o fim é q se tornou inevitável. Não, não é engraçado, nem um pouco, e eu tenho pesadelos todas as noites com uma porteira de uma pizzaria seduzindo aquele que foi minha alma gêmea desde sempre. É minha culpa? É minha culpa. É o destino esse filha-da-puta! Não é culpa de ninguém. Alguém tem uma morfina aí? Obrigada. Alguém tem fogo? Uma taça de vinho? Obrigada. Estava tudo horrível, ninguém se escutava, todo mundo só escutava a si mesmo. Ecos deturpados de algo que foi um grande amor de dissolvendo em uma nuvem de incompreesão, desconfiaça e hostilidade. Dói, dói, dói como abrir o peito e arrancar um órgão vivo sem anestesia. Paralisada. Observanto tudo, morrendo de dor mas sem poder fazer nada. Chega uma hora em que lutar só serve pra chegar à loucura. E na loucur eu já cheguei, obrigada. estou tentando é sair dela. Muitas coisas na cabeça, muito grandes projetos, eu estou BEM. Vou me concentrar em outras coisas e fazer tudo que a relação que me consumia não permitiu. E aquilo tudo, todo nosso templo construido pouco a pouco, peça a peça vai ficar tudo alí, morto. E todos os nossos planos ficarão sem crecer na terra do nunca pra sempre. Mas de alguma maneira será eterno. Eterno no fracasso, mas eterno. Tudo aquilo que um dia foi minha vida se dissolveu no passado, e eu nem lembro direito como foi... só lembro na cabeça, não no peito. Meu peito estará ocupado com outras coisas. Isso se eu ainda tiver a sorte de ainda ter um coração. Porque às vezes a dor é tão forte que o coração pára e a gente fica amarga pra sempre e deixa de acreditar em tudo. Nada passa. Nada passa e a gente vira um amontoado de todas essas coisas. Nada passa, ainda bem. Senão não valeria a pena.

domingo, 20 de junho de 2010

O mundo é enorme sem você.



O mundo é enorme sem você, o mundo é enorme sem toda a culpa que eu carrego por fazer as coisas sempre erradas. Queria não me abalar com o amor e nem com o medo e o cansaço que viver causa. Eu hoje fui ao banheiro duzentas vezes para ficar longe do meu celular e do meu e-mail, ficar longe de todas as possibilidades da sua existência. Na sua ausência, me perco na liberdade que só a solidão pode me oferecer.

Me olhei no espelho bem profundamente para enxergar minhas raízes e ganhar força, chorei algumas vezes, fiquei sentada no chão do banheiro, para ver se meu corpo esquentava um pouco ou porque estava mesmo me sentindo um lixo.
Estar sozinha não muda nada, conheço bem esse estado e, de verdade, sei lidar até melhor com ele. O que me entristece, é ter visto em você o fim da nossa história.
Eu tinha visto na sua solidão uma excelente amiga para a minha solidão. Achei que elas pudessem sofrer juntas, enquanto a gente se divertia.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O mundo é um moinho

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

Cartola